segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A alimentação na primeira infância: dúvidas frequentes




O post de hoje foi escrito para esclarecer as principais dúvidas que os pais têm em relação à alimentação das crianças: uma retrospectiva baseada nos questionamentos e dificuldades que surgem no dia a dia e também através da mídia.

1. Qual seria a definição de uma alimentação saudável? O que seria uma alimentação balanceada?

A alimentação balanceada é elaborada com alimentos que atendem às necessidades do nosso organismo. Em termos de quantidade, essas necessidades mudam de acordo com a idade e o sexo de cada um de nós e, ainda, com as atividades que exercemos. Por exemplo: uma pessoa que pratica atividade física requer uma energia diferenciada daquela que não pratica etc.

Uma alimentação balanceada, saudável e equilibrada deve conter os diversos nutrientes existentes: carboidratos, proteínas, lipídeos (gorduras), água, vitaminas, minerais e fibras. Os nutrientes são divididos de acordo com suas funções em nosso organismo e todos possuem funções muito importantes. De forma mais simplificada, é aquela refeição planejada com alimentos de todos os grupos (que contêm todos os nutrientes), na quantidade ideal ou seja, sem abusos e também sem exclusões, de procedência conhecida e, preferencialmente, oferecidos ao natural com o objetivo de promover a saúde e prevenir patologias.


2. Quais os principais desafios na alimentação na primeira infância?

Primeiramente, conciliar a vida moderna da família com o oferecimento de alimentos saudáveis, evitando os industrializados em demasia que normalmente possuem muito sódio, gorduras, açúcares e conservantes. Outra grande dificuldade é a falta de conhecimento ou informações erradas gerada pela mídia que expõe exageradamente a família e a criança a conteúdos que nem sempre são totalmente verdadeiros. E podemos citar também a ansiedade na prática do oferecimento de alimentos no dia a dia, quando a família têm dificuldade em se adequar ao ritmo de alimentação da criança, principalmente do bebê.

3. Como a qualidade da alimentação impacta no desenvolvimento da criança?

A alimentação e nutrição adequadas são requisitos essenciais para o crescimento e desenvolvimento de todas as crianças. A falta ou excesso de alguns nutrientes podem gerar agravos a saúde e problemas na idade adulta. As deficiências nutricionais ou práticas alimentares inadequadas, além de causar prejuízos imediatos à saúde das crianças, podem deixar seqüelas futuras como retardo do crescimento, atraso escolar e desenvolvimento de doenças como anemia, diabetes, pressão alta, doenças do coração e obesidade, entre outras. Conclui-se que a qualidade da alimentação que é oferecida para a criança vai repercurtir durante toda sua vida, inclusive no seu rendimento escolar.


4. Quais alimentos devem ser evitados na primeira infância?

Alimentos industrializados em excesso (como salgadinhos, bolachas, macarrão instantâneo, temperos prontos, papinhas industrializadas, balas, chocolates) são fontes de sódio, gorduras, açúcares e diversos conservantes . Também devem se evitados alimentos que comprovadamente possuem excesso de agrotóxicos (como o morango e o tomate). Os farináceos, que são as farinhas compostas para acrescentar em mamadeiras pois são engordativos. Os embutidos (presunto, mortadela, salame) pois possuem muitos conservantes, sódio e gorduras, principalmente. O mel, os frutos do mar e as oleaginosas (como camarão, amendoim, castanhas), devem ser consumidos após um ano de idade, pois são alergênicos.


5. O que fazer com a seletividade alimentar da criança?

É importante oferecer para a criança, desde o início da alimentação complementar, sabores diversos pois é a partir dessa fase que irão adquirir bons hábitos alimentares que perduram para toda a vida. A alimentação nessa idade pode conter quase todos os vegetais, carnes variadas (inclusive peixes), folhosos e temperos naturais (salsinha, cebolinha, manjericão etc) e frutas. A partir de um ano de idade a alimentação oferecida deve ser semelhante a da família, evitando frituras e temperos fortes. Outra observação é na hora de fazer as compras do supermercado: evite guloseimas e outras tentações (refrigerantes, chocolates) pois, com esses alimentos à vista da criança é muito mais difícil manter uma alimentação saudável. Um ponto importante também é a rotina alimentar: o dia deve possuir três refeições principais (desjejum, almoço e jantar) e dois ou três lanches entre elas. Essa rotina evita que a criança chegue no horário de uma refeição sem fome ou com excesso de fome, condições que não são ideais. Normalmente os intervalos podem variar de duas a três horas e é muito importante não substituir refeições por lanches.


6. Como os pais devem agir para ensinar ao filho a comer bem? Mesmo sabendo que faz mal, a família deve oferecer guloseimas e alimentos “ruins”?


A melhor forma de aprendizagem é a vivência, ou seja, o bebê vai aprender aquilo que vive no seu dia a dia, sendo assim, a família toda deve servir de exemplo. Evitando a compra de alimentos industrializados e guloseimas, oferecendo sempre frutas, legumes, saladas e também refeições completas (arroz, feijão, carne) e lanches saudáveis. Deixando que a criança, quando tiver idade, participe da preparação e também tenha acesso aos alimentos (deixar na frente das mãozinhas). Essas
atitudes já contribuem bastante para a educação nutricional e alimentar do bebê.
As guloseimas podem ser oferecidas esporadicamente e como parte de nossa vida social: finais de semana, aniversários, datas festivas ou mesmo uma visita à casa da vovó. O que devemos evitar é tê-las em casa diariamente e também super estimar seu valor (no caso da chantagem ou castigo). Lembrando que até dois anos de idade é interessante evitar ao máximo o contato da crianças com esses alimentos.

7. É muito comum a gente ouvir os pais dizerem para os filhos rasparem o prato. Isso é aconselhável?

Cada criança possui um apetite particular, e também passa por fases de mudança de apetite. A alimentação deve ser incentivada com um ambiente propício (sem televisão, muito ruídos etc) e oferecida da maneira saudável. Um grande incentivo é a criança participar da refeição com os pais. Para sabermos se ela está se alimentando em quantidade correta é observar como chega na
próxima refeição: se está com muita fome ou sem apetite, assim determinamos a quantidade oferecida. Ao obrigar a criança a raspar o prato estamos diminuindo sua sensibilidade e controle de quantidade, que, no futuro pode acarretar o consumo de alimentos por compulsão. Lembramos que também é natural a criança com enfermidade ter menos apetite. Nessa fase ofereça muito líquido e alimentos com
maior frequência.

À toda família um Ano Novo repleto de comunhão, alegrias e amor. Que o alimento seja fonte de união e prazer!



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